Plano APPCC garante padrões internacionais de segurança alimentar

O APPCC (Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle) é recomendado por organismos internacionais como a OMC (Organização Mundial do Comércio), a FAO (Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura) e a OMS (Organização Mundial de Saúde) e já é exigido por alguns segmentos do setor alimentício da Comunidade Econômica Européia e dos Estados Unidos.

No Brasil, o Ministério da Saúde e o Ministério da Agricultura e do Abastecimento já têm ações para a adoção do Sistema APPCC pelas indústrias alimentícias. O sistema é conhecido internacionalmente por Hazard Analysis and Critical Control Point (HACCP) e originou-se na indústria química, particularmente na Grã-Bretanha, há cerca de 40 anos.

Nos anos de 1950, 1960 e 1970, a Comissão de Energia Atômica utilizou extensivamente os princípios de APPCC nos projetos das plantas de energia nuclear de modo a torná-los seguros para os 200 anos seguintes. Com as primeiras viagens espaciais tripuladas, no início dos anos 60, a Administração Espacial e da Aeronáutica (NASA), dos Estados Unidos, estabeleceu como prioridade o estudo da segurança da saúde dos astronautas no sentido de eliminar a possibilidade de doença durante a permanência no espaço.

Dentre as possíveis doenças que poderiam afetar os astronautas, as consideradas mais importantes foram aquelas associadas às suas fontes alimentares. O sistema é baseado numa série de etapas, incluindo todas as operações que ocorrem desde a obtenção de matéria-prima até o consumo do alimento, em que se começa a agir preventivamente, garantindo assim a inocuidade do alimento.